CGTP insiste no salário mínimo nacional de 500 euros
CGTP insiste no salário mínimo nacional de 500 euros
Tiveram início esta manhã as reuniões entre o novo ministro da Economia e do Emprego e os parceiros sociais. A delegação da CGTP, liderada por Manuel Carvalho da Silva, foi a primeira a ser recebida levando em agenda “reivindicações imediatas” relativas ao salário mínimo nacional e à proteção social mínima aos desempregados. O ministro Álvaro Santos Pereira mostrou-se confiante quanto ao desfecho dos encontros.
Poucos minutos depois das 8.00 horas Álvaro Santos Pereira dava entrada no Ministério da Economia e do Emprego para dar início aos encontros com os parceiros sociais, sendo que a CGTP foi a primeira a ser recebida com Carvalho da Silva a levar uma agenda recheada de temas para apresentar na reunião.
“Tenho a maior expectativa e tenho a certeza que vamos conseguir um diálogo muito frutuoso”, referia o ministro da Economia e do Emprego minutos antes de receber em audiência a delegação da CGTP.
À entrada para o encontro o líder da central sindical não prestou declarações, ao contrário do que aconteceu com o ministro que se mostrou confiante quanto ao desfecho destes encontros, mas sabia-se que a CGTP preparou uma lista de "reivindicações imediatas" que mostram muitas das preocupações da Intersindical.
À saída do encontro, o que aconteceu cerca das 10 horas, Carvalho da Silva deu conta aos jornalistas dos temas que tinha abordado com o ministro Santos Pereira com destaque para a economia e o desejo apresentado de evitar uma recessão.
"A receita da Troika vai nesse sentido, mas era importante que tal não se concretizasse", referiu Carvalho da Silva.
O sindicalista aproveitou o encontro para transmitir ao responsável da tutela o total desagrado da CGTP perante as imposições da 'Troika' no âmbito da legislação laboral.
"A Troika não pode impor nada. Portugal não está obrigado a cumprir, muito menos disparates e é preciso encontrar caminhos alternativos", referiu Carvalho da Silva.
Outro dos temas apresentado foi o do emprego com a CGTP a considerar importante o não prosseguir da intenção de facilitação do desemprego que, segundo Carvalho da Silva, a continuar apenas irá contribuir para a recessão.
Contratação coletiva e diálogo social foram outros dos temas abordados entre a delegação da CTPT e o ministro da Economia e do Emprego, assim como a questão do salário mínimo nacional que, segundo desejo da central sindical, deverá chegar este ano aos 500 euros.
Carvalho da Silva afirmou que "num prazo de três a quatro dias" fará chegar os argumentos da GCTP ao gabinete do novo ministro, e admite esperar "que haja uma indicação positiva" em prol desse aumento.
Sobre este último assunto, Carvalho da Silva apenas recebeu do ministro a promessa de que este "irá estudar o assunto e ouvir as posições dos vários parceiros sociais".
Inicialmente estava previsto que esta manhã, além do encontro com a CGTP, o ministro recebesse ainda uma delegação da UGT e uma das associações patronais, mas os serviços do ministério já informaram que esta manhã apenas a CGTP e a Confederação do Turismo serão recebidas em audiência por Santos Pereira.


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